OUTUBRO ROSA

 Você sabia que cadelas e gatas também podem desenvolver câncer de mama? 

O câncer de mama é uma doença de difícil tratamento nesses animais, sendo comumente necessária a remoção de toda a cadeia mamária. A doença também pode se manifestar em machos, mas com baixa prevalência. 

Cadelas 

As cadelas têm, em média, cinco pares de glândulas mamárias, variando de quatro a seis pares. O tumor mamário é o tumor mais comum em cadelas, e cerca de metade deles é maligno. O câncer de mama é mais comum em cadelas não castradas acima de cinco anos, normalmente se manifestando ao redor de 10 anos de idade. 

A forma mais efetiva de prevenção é a castração, especialmente antes do primeiro cio. Em cadelas, a incidência de tumor de mama é de 0,5% com a castração antes do primeiro cio, 8% após o primeiro ciclo estral e 26% após dois ou mais ciclos. 

Gatas 

As gatas têm quatro pares de glândulas mamárias. O câncer de mama é o terceiro câncer mais comum nesses animais. Em gatas, 85% dos nódulos mamários são malignos. 

A forma mais efetiva de prevenção é a castração, especialmente antes do primeiro cio. A incidência dos tumores mamários é reduzida em 91% em gatas castradas antes dos seis meses de vida e em 85% nas castradas antes de um ano de vida. 

Cuidados 

A vigilância deve ser permanente, especialmente em fêmeas não castradas, que têm grande predisposição para o desenvolvimento do câncer de mama. A qualquer sinal de formação de nódulos ou feridas que não cicatrizam na região mamária, assim como algum tipo de secreção nas mamas, os animais devem ser levados ao veterinário o mais rápido possível. 

Além disso, evite o uso de contraceptivos hormonais em cadelas ou gatas, pois aumentam significativamente a incidência da doença. 

O tratamento é difícil e comumente envolve a mastectomia completa, seguida ou não de quimioterapia. Pode ocorrer metástase para linfonodos e pulmões, principalmente. Após a cirurgia, 58% das cadelas e 66% das gatas apresentam recidiva. 

Não arrisque, previna o câncer de mama e castre seu animal o mais cedo possível! 

A castração tem diversos efeitos benéficos e é essencial para promover o bem-estar de cães e gatos. Pratique a guarda responsável e castre seu animal. 

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Bibliografia 

ALENZA, M. D. P. et al. Factors influencing the incidence and prognosis of canine mammary tumors. Journal of Small Animal Practice 2000, 41, 287-291. 

FONSECA, C.S. & DALECK, C.R. Neoplasias mamárias em cadelas: influência hormonal e efeito da ovário-histerectomia como terapia adjuvante. Ciência Rural, 2000, 30(4):731-73. 

HAYES, A.A. & MOONEY, S. Feline Mammary Tumors. In: Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, Vol 15 (3), 1985, 513-520. 

MACEWEN, E. G. Spontaneous tumors in dogs and cats: Models for the study of cancer biology and treatment. Cancer and Metastasis Reviews, 1990, Vol 9 (2), 125. 

NORDIN, M. L. et al. Recent Overview of Mammary Cancer in Dogs and Cats: Classification, Risk Factors and Future Perspectives for Treatment. IOSR Journal of Agriculture and Veterinary Science. Vol 10 (8), 2017, 64-69. 

RUTTEMAN, G. R. et al. Tumors of the mammary gland. In: Small Animal Clinical Oncology 2001. 3rd ed. W.B. Saunders, Philadelphia, 455-477. 

SIMON, D. et al. Postoperative Adjuvant Treatment of Invasive Malignant Mammary Gland Tumors in Dogs with Doxorubicin and Docetaxel. J Vet Intern Med 2006;20:1184–1190. 

SORENMO, K. U. et al. Effect of Spaying and Timing of Spaying on Survival of Dogs with Mammary Carcinoma. J Vet Intern Med 2000;14:266–270 . 

VISTE, J.R. et al. Feline mammary adenocarcinoma: tumor size as a prognostic indicator. Can Vet J. 2002 Jan;43(1):33-7. 

ZAPPULLI, V. et al. Feline mammary

MOVIMENTO ÚLTIMO CANUDO

Quando o químico belga Leo Baekeland criou o primeiro plástico sintético, em 1909, não previu que sua invenção se tornaria uma praga ambiental.

Um século depois, o material que revolucionou as embalagens e utensílios, facilitou a industrialização e a comercialização de inúmeros produtos e deixou mais prático o dia a dia dos consumidores, transformou o planeta em um enorme lixão.

A consequência do “uso descartável de material com prazo de validade indeterminado” pode ser avaliada  com números alarmantes:

Milhões de animais marítimos morrem todo ano, vítimas do plástico.

80% da poluição dos mares é vinda de terra firme.

Nos últimos 10 anos produzimos mais plástico do que o século passado inteiro.

E somente 5% desse plástico foi reciclado.

Ainda teremos séculos para lidar com o lixo plástico que produzimos até hoje, e que está se fragmentando em micropartículas, sendo consumidas até mesmo por nós, seres humanos.       83% das amostras de água potável de cinco continentes contém microplásticos. 

 

O QUE FAZER AGORA? 

UMA REVOLUÇÃO DE HÁBITOS E AÇÕES. 

 

O vereador Reginaldo Tripoli protocolou a lei 99/2018 ( veja mais em Projetos de Lei) que proíbe a comercialização de canudos plásticos em São Paulo. Entretanto, quanto mais pesquisamos o assunto, mais claro fica que o combate aos descartáveis plásticos não será apenas pela proibição, mas pela educação e diálogo. 

No Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, o vereador, como presidente da Comissão do Meio Ambiente, tratou o assunto em audiência pública, com os convidados:

 

FERNANDA DALTRO, coordenadora da campanha #MaresLimpos da ONU Meio Ambiente

PAULINA CHAMORRO, jornalista ambiental e representante da National Geographic Brasil

JOÃO MALAVOLTA, diretor da ONG Ecosurf e parceiro da ONU Meio Ambiente 

LEANDRA GONÇALVES, pesquisadora do Instituto Oceanográfico da USP

 

Na data, o vereador lançou o Movimento Último Canudo, campanha que vem ganhando força em outros países. São Paulo, sendo capital gastronômica, pode e deve participar desse movimento com mais convicção.

Para isso, estamos convidando também chefes de restaurantes, donos de bares, representantes de associações e entidades, redes de hotéis, escolas, cidadãos e VOCÊ para levar a iniciativa adiante. 

 

TRANSFORMAÇÕES COMEÇAM COM ATITUDE, CONSCIÊNCIA E ENGAJAMENTO.

SÃO COMPROMISSOS QUE ASSINAMOS COM NÓS MESMOS E COM FUTURAS GERAÇÕES.

COM SEU APOIO, ESSE FUTURO CONVERTE-SE EM PRESENTE, E ESTE MANIFESTO, EM AÇÕES.

 

#1 QUESTIONE HÁBITOS

Preciso mesmo disso? 

Dúvidas promovem novas ideias, que fundamentam nossas ações em decisões.

 

#2   "NÃO, OBRIGADO"

Mudanças começam recusando o passado.

Dizer "não" a um canudo plástico demonstra coerência entre o que queremos e o que praticamos.

 

#3   PROMOVA A MUDANÇA

Que tal substituir canudos plásticos por canudos biodegradáveis ou reutilizáveis?

Dar canudos apenas a quem pede? Ou misturar a bebida com uma colher?

 

#4   COMPARTILHE

A participação de todos é imprescindível.

Dê o exemplo, fale do movimento, todos podem participar da criação de um futuro sustentável.  #UltimoCanudo.

 

#5   Rs DA SUSTENTABILIDADE

Repensar, recusar, reciclar, reutilizar e reduzir são ações que definem nossa responsabilidade pelo amanhã. 

 

 #UltimoCanudo   Compartilhe nas redes suas dicas de sustentabilidade e combate ao uso desnecessário do plástico de uso único como canudinhos, copinhos, pratinhos, etc...    

#UltimoCanudo 

Compartilhe nas redes suas dicas de sustentabilidade e combate ao uso desnecessário do plástico de uso único como canudinhos, copinhos, pratinhos, etc... 

 

MENOS POLUIÇÃO SONORA EM SÃO PAULO

PL contra Rojões Ruidosos, de autoria do vereador Reginaldo Tripoli, passa em 2a votação

Fogos de artifícios são tradicionais, porém representam danos à saúde. E não somente para aquele que solta o rojão, que corre risco de queimaduras e outros acidentes, como também para quem está por perto, ou nem tanto. 

“Idosos, crianças e recém-nascidos sofrem muito com essa prática. Autistas fazem parte do grupo com hipersensibilidade sensorial, e muitos expressam esse desconforto de maneira perigosa a sua própria segurança”, explica o vereador Reginaldo Tripoli. 

“Morrer de susto, nesse caso, não é força de expressão. Cães, gatos e pássaros, animais com sensibilidade maior de audição, sofrem e morrem, sim, por consequência dos estampidos. Não podemos continuar ignorando a dor de nenhum deles”. 

Por essas razões, a Câmara Municipal de São Paulo acaba de aprovar, em 2a votação, o Projeto de Lei 97/2017, de autoria do vereador  Tripoli, que “proíbe o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de estampidos e de artifícios, assim como qualquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso no Município de São Paulo”. 

O Projeto conta com o reforço expressivo de um abaixo-assinado com mais de 50 mil assinaturas. 

Cidades como Ubatuba, Campos de Jordão, Campinas e Santos já proibiram os rojões e artefatos que produzam estampidos e ruídos sonoros, incentivando apenas, e com o cuidado necessário de manuseio, a queima de fogos de vista, sem estampido. São Paulo deve entrar nessa lista em breve. 

Agora o PL segue para sanção do prefeito Bruno Covas.

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PROJETO DE LEI 01-00097/2017 | SUBSTITUTIVO DA CCJ

“Proíbe o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de estampidos e de artifícios, assim como de quaisquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso no Município de São Paulo, e dá outras providências.

Art. 1° Fica proibido o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de estampidos e de artifícios, assim como de quaisquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso em todo o território do Município de São Paulo.

Parágrafo único. Excetuam-se da regra prevista no caput deste artigo os fogos de vista, assim denominados aqueles que produzem efeitos visuais sem estampido, assim como os similares que acarretam barulho de baixa intensidade.

Art. 2° A proibição a que se refere esta lei estende-se a todo o Município, em recintos fechados e abertos, áreas públicas e locais privados.

Art. 3° O descumprimento ao disposto nessa lei acarretará ao infrator a imposição de multa na monta de R$ 2.000,00 (dois mil reais), valor que será dobrado na hipótese de reincidência, entendendo-se como reincidência o cometimento da mesma infração num período inferior a 30 (trinta) dias.

Parágrafo único. A multa de que trata o caput deste artigo será atualizada anualmente pela variação do índice de Preços ao Consumidor Amplo — IPCA, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE, acumulada no exercício anterior, sendo que, no caso de extinção deste índice, será adotado outro a ser criado por legislação federal que reflita e reponha o poder aquisitivo da moeda.

Art. 4° As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 5° O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 90 (noventa) dias, contados da data de sua publicação.

Art. 6° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.”

http://documentacao.camara.sp.gov.br/iah/fulltext/parecer/JUSTS1442-2017.pdf

Link da JUSTIFICATIVA  

http://documentacao.camara.sp.gov.br/iah/fulltext/justificativa/JPL0097-2017.pdf

SÃO PAULO CONTRA A CAÇA

(tempo de leitura 2min)

A caça de animais silvestres é proibida no Brasil há mais de 50 anos.  E ainda assim temos mais de 3 mil espécies ameaçadas de extinção.

Atualmente, só está permitida a caça de subsistência, quando não existe  outra forma de alimentação humana a não ser através da caça. E a caça ao javali, espécie exótica explorada comercialmente nos anos 90, e de maneira irresponsável pelos criadores, que perderam o controle dos animais.

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Essas duas modalidades permitidas, somadas à caça e ao tráfico ilegal, causam um impacto relevante sobre as nossas espécies silvestres, especialmente as ameaçadas de extinção, como a onça-pintada. A dificuldade de fiscalização dos órgãos ambientais impossibilita qualquer repressão ou controle sobre a atividade. 

Para piorar ainda mais esse quadro, há uma tentativa de retrocesso em curso na Câmara Federal, na forma do Projeto de Lei 6268/2016, de autoria do deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), que visa liberar a caça, inclusive a profissional, em todo o país. 

O projeto permite atividades inaceitáveis, como fazendas de caça, onde os animais são criados e soltos em ambientes cercados para a prática da caça, e a comercialização de espécimes roubados da natureza, como micos, saguis, tucanos, papagaios, répteis, tartarugas, preguiças e tantos outros.

Nossa biodiversidade já sofre muita pressão devido à perda de habitat, à introdução de espécies exóticas e a formas legais e ilegais de caça. Não podemos permitir o aumento da caça, que inevitavelmente levará a extinção de mais espécies. 

Ademais, a caça implica obrigatoriamente em maus-tratos aos animais, provoca o estresse da perseguição e a crueldade no abate, além de muitas vezes envolver também cães, que comumente ferem e são feridos no processo. Os maus-tratos são classificados como crimes pela lei federal 9.605/1998, e a Constituição Federal estabelece, em seu artigo 225, como responsabilidade do Poder Público "proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais à crueldade”.  

Portanto, a liberação da caça não encontra amparo legal. Vale lembrar que a Constituição Estadual de São Paulo proíbe a caça sob qualquer pretexto em seu território.

A população brasileira é abertamente contra a caça e vem manifestando-se contra esse projeto em todo o território nacional. Como representantes do povo, temos a obrigação de defender seus interesses e não nos dobrarmos a pressões para proveito de poucos, sejam eles caçadores ou fazendeiros. 

No ano passado, apresentei a Moção de Repúdio 26/2017 contra esse projeto, publicada no Diário Oficial, a ser votada pela Câmara Municipal de São Paulo, mostrando que os paulistanos também não apoiam tal atrocidade. 

Reitero aqui minha indignação como ser humano e homem público.
 

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COELHO NÃO É PRESENTE DE PÁSCOA

Existem várias histórias sobre a associação da figura do coelho com a festa cristã que representa a Ressurreição de Jesus Cristo. A comemoração da Páscoa acontece sempre num domingo de Primavera ou de Outono, conforme o lado do Hemisfério, entre o final dos meses de março e abril.

Há quem acredite que por ser um animal de grande fertilidade, o coelho tem relação com fartura e renascimento, sentimentos associados à data. É destaque na Antiquidade a importância de Ostara, Deusa da Aurora ou Primavera, também conhecida como Eostre.  O nome ganhou algumas adaptações, talvez por coincidência ou não, Easter e Ostern, que significam Páscoa em inglês e alemão, respectivamente. Uma versão mais simples é de que uma senhora, por volta do Século XVIII, decidiu esconder ovos de galinha pintados em seu jardim para que as crianças encontrassem. Foi quando de uma moita recheada pulou um coelho e, assim, ele se tornou o entregador dos ovos de Páscoa.

Lendas, mitos e folclore à parte, nosso enfoque é a proteção animal. Muita gente aproveita a imagem fofinha do coelho para presentear na Páscoa. Não faça isso, não compre!

Coelhos não são bichos de estimação, apesar de serem considerados domesticados. O ambiente, de uma casa ou apartamento, está longe de ser o ideal. Coelhos não gostam de ficar presos em gaiolas, mesmo assim, quem tem não costuma deixar solto já que o estrago pode ser grande. Eles têm a necessidade de aparar as presas e, com isso, saem roendo móveis e tudo o que veem pela frente. Quer outra informação pouco divulgada? Um único coelho pode fazer até 300 bolinhas de cocô por dia, o que é natural da espécie pode ser um transtorno em condições domésticas.

Em época de Páscoa, a compra de coelhos dispara de forma preocupante. Muita gente ainda acredita que a entrega de ovos com a presença do animal fica mais atrativa, mas esquece do mal que está fazendo a esse ser vivo, com emoções e necessidades próprias. Começa aí, uma vida de privações e futuro incerto para o coelho que vai crescer muito e bem antes do que se imagina.

“É impossível prover o bem-estar aos coelhos no ambiente doméstico. Na natureza, são animais de hábitos noturnos e considerados presas, ou seja, além de serem obrigados a se adaptar à rotina diurna dos humanos, podem se sentir em constante ameaça diante da manipulação das pessoas e, muitas vezes, presença de cães e gatos”, alerta a Dra. Ingrid Eder, médica veterinária e assessora técnica no gabinete do vereador Tripoli.

Em poucos dias, a compra do Coelho da Páscoa tende a se transformar em arrependimento e sabe o que acontece? Abandono! Centenas de coelhos são abandonados à própria sorte em praças, parques, terrenos baldios, ONGs ou instituições de proteção animal. Além da crueldade, esses animais que geralmente são vendidos não castrados pelas lojas de pet, se reproduzem de forma desenfreada, gerando um sério impacto ambiental.

As ruas não precisam de mais animais abandonados e nem vítimas de maus-tratos. A dica é simples: quer trazer o coelho para o clima da comemoração? Escolha um de chocolate, pelúcia, faça o formato das patinhas usando talco ou farinha, deixe um pedaço de cenoura esquecido próximo aos ovos, enfim, use e abuse da criatividade.

O Coelho da Páscoa até existe, mas só é perfeito no imaginário infantil.

A IMPORTÂNCIA DA CASTRAÇÃO

Existe ainda muito preconceito humano quando o assunto é esterilização ou
castração em cães e gatos. É preciso saber que não castrar um animal e não permitir
que ele expresse seu comportamento sexual acarreta um grande sofrimento
psicológico. Por outro lado, não castrar um animal e permitir a cópula pode ser uma
atitude equivocada, já que milhares de cães e gatos não têm um lar e precisam ser
adotados.

Pesquisas científicas comprovam que animais domésticos castrados são mais
tranquilos e saudáveis. Mais do que uma preocupação com a saúde animal, é também
uma questão de saúde pública. Por quê? Vamos fazer uma progressão geométrica
sobre o assunto:

 Fonte: American Humane Association, adaptado pelo gabinete do vereador Tripoli

Fonte: American Humane Association, adaptado pelo gabinete do vereador Tripoli

As perguntas são muitas: Quantos desses animais terão donos? Quantos
milhares e milhares serão abandonados e vítimas de maus-tratos? O que fazer para
evitar esse risco e sofrimento?

A resposta é uma só: controle populacional.

O controle no nascimento de cães e gatos se faz através da castração. Uma
cirurgia simples, rápida, feita por veterinário habilitado e com pós-operatório
tranquilo. É muito importante que os donos exerçam a guarda responsável e, sem
preconceito, levem seus animais de estimação para castrar. Quanto aos animais
abandonados, o Centro de Controle de Zoonoses, ONGs e clínicas conveniadas ao
poder público realizam a cirurgia de forma gratuita. É preciso fazer um cadastro e
aguardar um período na fila, mas precisa ser feito.

No município de São Paulo, Reginaldo Tripoli trabalha para diminuir essa espera
pela castração gratuita, tanto para os tutores de cães de baixa renda quanto para os
protetores, que fazem um trabalho incansável de recolhimento de animais
abandonados. O valor total de R$ 3 milhões da emenda parlamentar de 2017 do
vereador foi destinado integralmente para castrações e, em 2018, mais R$ 3 milhões já
foram direcionados com expectativa de breve execução.

Quem é da defesa animal, conhece bem os benefícios físicos e emocionais da
esterilização. A incidência de câncer de mama, principalmente nas cadelas castradas
antes do primeiro cio, quase chega a zerar. Outras doenças do aparelho reprodutor
também têm queda drástica. Sem citar os benefícios no comportamento como
redução da demarcação de território através da urina, brigas e até fugas.

O tema é tão importante que em mais de 60 países, inclusive o Brasil, é
comemorado o “World Spay Day” ou Dia Mundial da Esterilização, no dia 27 de
Fevereiro. Ongs, entidades de proteção animal e defensores da causa se unem durante
todo o mês para promover mutirões de castração, ações educativas e palestras de
esclarecimento.

Se você tem um cão ou gato ainda não castrado, saiba que a cirurgia é essencial
para o bem-estar do seu companheiro. Quem ama, cuida!
Veja os locais onde é feita castração gratuita no município de São Paulo:

ENERGIA LIMPA NO TRANSPORTE PÚBLICO

A Lei 16.802/2018 estabelece que as empresas de transporte coletivo de ônibus na cidade de São Paulo devem promover a redução progressiva de poluentes tóxicos por meio de utilização gradual de combustíveis e tecnologias mais limpas e sustentáveis. Pelas novas regras, a redução de dióxido de carbono de origem fóssil (CO2) deve ser de 50% em 10 anos e 100% até 2020. Em relação ao material particulado (MP) a diminuição será de 90% em 10 anos e 95% em 20 anos e de óxido de nitrogênio (NOx) em 80% na primeira década e 95% até o final do cronograma.

Essa é a sequência à Lei 14.933/2009 sobre Mudanças Climáticas que previa até 2018 a substituição total da nossa frota do transporte público urbano por energia limpa. Lamentavelmente, propostas importantes que nunca saíram do papel.

A partir de agora, a ideia é que haja uma fiscalização para o cumprimento das novas regras. Vale lembrar que até ser aprovado na Câmara Municipal e ir à sanção do prefeito João Dória, o texto final foi amplamente discutido durante sua tramitação. O vereador Reginaldo Tripoli esteve à frente do debate para que medidas punitivas rígidas sejam aplicadas às empresas que não cumprirem prazos e metas. Ele também se esforçou para definir um cronograma mais enxuto para conclusão total da troca de combustível. Como presidente da Comissão do Meio Ambiente, Tripoli convocou reunião extraordinária com representantes da prefeitura, SPTrans, ONGs e entidades ambientalistas nacionais e internacionais, além de participar ativamente de audiências públicas sobre o tema.

O texto final coloca São Paulo no caminho para um ar mais limpo e um transporte público sustentável, mas é preciso ficar de olho para que a prática cumpra a teoria!

Para fortalecer a mudança, Reginaldo também é coautor da Lei 16.817/2018 que adota a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) como diretriz para políticas públicas. O intuito é colaborar com a execução dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que devem ser implementados pelos países até o ano de 2030, entre eles aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global e reforçar a cooperação internacional para acesso à pesquisa e tecnologias que não emitam gases poluentes em sua produção ou consumo.

QUAL O PAPEL DO ZOOLÓGICO NO SÉCULO XXI?

Essa é uma pergunta que todos nós deveríamos fazer. É justo manter animais em cárcere perpétuo para entretenimento humano? Que tal inverter a posição para enxergar com os olhos de quem é exposto? Temos que rever o conceito do que é moralmente correto. Sabia que o último “zoológico humano”, para exibir “espécimes exóticos” foi fechado em Bruxelas, na Bélgica, em 1958? Um absurdo, concorda? Eu também. Por isso, em pleno Século XXI, já passou da hora de refletir e abrir uma discussão mais profunda sobre animais enjaulados.

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O zoológico é considerado um importante campo da conservação da biodiversidade, mas precisa evoluir na sua forma. Todos os animais vertebrados são espécies sencientes. A senciência é a capacidade de vivenciar sentimentos como alegria, tristeza, prazer, frustração, raiva, dor, etc. Em outras palavras, se aprendêssemos a entender os animais, iríamos descobrir que nenhum espaço concebido pelo homem é capaz de substituir o habitat natural. Por mais que o recinto tenha enriquecimento ambiental, as novidades esgotam e trazem a monotonia. Esse tempo ocioso é um grande gerador de estresse, inclusive, no zoológico com a melhor condição de funcionamento. Ou seja, não é possível acreditar em felicidade e bem-estar em jaulas e clausura. Além do que, a situação geral dos zoológicos brasileiros está muito aquém do ideal. São muitos, espalhados pelo país, com denúncias de desnutrição e maus-tratos animais, superlotação, falta de espaço, problemas de infraestrutura e outras irregularidades. 

Precisamos refletir se o estudo científico e a educação ambiental vigentes compensam o detrimento e a adulteração da vida selvagem. Será que as milhares de crianças frequentadoras desses parques, sejam acompanhadas por seus responsáveis ou professores, estão realmente aprendendo sobre as espécies, suas necessidades e riscos?  Ou será que essas visitas se limitam a opção de lazer e algazarra? Eu mesmo, em idas ao zoológico de São Paulo, conversei de maneira informal com várias crianças que lá estavam e a maioria, no comportamento verdadeiro e genuíno infantil, já sabem que os animais não devem ser aprisionados.

Basta um olhar atento para os espaços construídos para felinos, elefantes, rinocerontes, hipopótamos e tantos outros animais, para chegar à conclusão de que eles foram pensados muito mais para a visitação humana do que para o conforto animal. Esses bichos ficam limitados a reduzidas caminhadas, num trajeto repetitivo e depressivo. Há poucos ou nenhum ponto de fuga (espaço necessário fora do alcance do olhar do público), o que faz o animal  anular sua privacidade de forma compulsória e definitiva. Em alguns recintos, há fossos e até cercas elétricas  para contenção, uma prisão disfarçada e decorada com adereços que remetam ao habitat natural.  Situação igualmente cruel se repete nos viveiros sem qualquer parâmetro às necessidades de cada espécie. As aves são condenadas a espaços  diminutos, insuficientes até para alçar pequenos vôos. Com o tempo, a maioria perde a capacidade de voar e, por consequência, qualquer chance de reinserção à natureza. 

Vale destacar ainda a necessidade social de alguns indivíduos, com comportamento gregário, em viverem em grupos. É comum observar muitos desses animais em isolamento. Em situações ainda mais dramáticas, famílias chegam a ser separadas por necessidades de interesse do próprio zoológico e perdem o direito instintivo de formar seus pares livremente. O acasalamento não pode ser imposto por conveniência humana.

A boa notícia é que já existem tecnologias capazes de substituir a vivência proporcionada pelos zoológicos. A realidade virtual, por exemplo, permite que as pessoas estejam próximas aos animais, sem que eles tenham que ser retirados de seus habitats. Uma sensação realista e com verdadeira função de aprendizado e respeito ambiental. Há ainda a disseminação do conhecimento através de museus de história natural e, se possível,  safaris para observar os animais em vida livre. 

A questão está posta. Por que um ser vivo, sem ter cometido qualquer infração ou crime, é condenado ao encarceramento? É esse exemplo que queremos passar às futuras gerações? Afinal, qual a vida que vale a pena ser vivida?

Reginaldo Tripoli – vereador e presidente da Comissão do Meio Ambiente na Câmara Municipal de São Paulo. Terceiro vereador mais votado nas Eleições de 2016. No Legislativo, sua plataforma é pela defesa animal, preservação ambiental, alimentação saudável e acessível.